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Ser e Saber Estar

Abr/2016 por JI de Vale da Vila - Sala 2



No JI Vale da Vila, na sala dois, na segunda quinzena de fevereiro, foi altura de conversar sobre as nossas atitudes menos boas, como quando não somos “tão amigos” para os nossos pares.
E assim, partindo da formação pessoal e social, com a ajuda da coleção “Crescer e Aprender” fomos vivenciando o “Ser e Saber Estar”. Como as áreas de conteúdo são transversais, integrámos as expressões e a comunicação e, à expressão oral, juntámos a matemática e a plástica e fomos conhecendo o mundo.

Todas as crianças têm o poder de usar as suas mãos de forma positiva


Fizemos muitas brincadeiras com as mãos. Com os dedos fizemos sombras de animais e corações.
Combinámos contornar as mãos e “enfeitar com padrões diferentes”.
Registámos à volta das mãos: “As mãos são para…” reforçando a compreensão e a apreciação das crianças em relação às suas próprias capacidades. Promovendo o reforçar dos valores que guiarão a criança agora e no futuro empenhando-nos em ações pacíficas e de não-violência. Ajudando as crianças a saber e compreender que a violência está errada e que elas são capazes de ações construtivas e marcadas pelo amor fazendo boas escolhas. Encorajando as crianças a praticar e a pensar sobre os comportamentos que constroem uma sensação de autoestima, de autoconsciência, de respeito, de responsabilidade e de divertimento.
Vozes das crianças:
“As mãos são para: dar festinhas, dar passou-bens, dar mais cinco, dar um abraço, brincar contigo, brincar com a plasticina, partilhar os brinquedos…”.
“As mãos são para: brincar no computador, mexer nos livros, tocar música, jogar nos jogos nas construções, vestir vestidos na casinha, dar abraços e beijinhos…”.
“As mãos são para: dar abraços, brincar nas construções, fazer plasticina, brincar às escondidas, fazer dinossauros na pintura, comer, fazer nomes…”
Pintámos a mão e fizemos corpos de animais (girafas, borboletas, caranguejos, dinossauros, camelos, pavão, pinto, leopardo, tartaruga, baleia, peixe, macaco…).


Escutar e aprender, compreender e cuidar, partilhar e dar a vez


Ouvimos histórias e conversámos sobre as nossas atitudes “menos simpáticas” com os nossos amigos. Ajudando-as a compreender que podemos ter sentimentos diferentes um dos outros e orientando-as para a importância de saber ouvir e respeitar os outros. Dialogando e percebendo o que significa partilhar, como ouvir atentamente, como compreender os outros, como combater os nossos medos e quais os sentimentos que podemos sentir.
Depois das histórias fizemos o registo gráfico e escrito. Escolhemos desenhar as situações, no nosso jardim-de-infância, em que mais gostávamos de partilhar.
A maioria das crianças referiu a partilha de livros de casa e da escola, no sossego:
“Eu partilho os livros da escola e os de casa com os amigos. Eu estou a contar uma história. Sinto-me feliz no sossego. Estar com os amigos é divertido.”
“Estamos no sossego a ver livros e o Gonçalo está a brincar com os fantoches. Partilhamos os livros e os fantoches. Ficamos felizes!”
Outros a partilha da bola no recreio e, o estar juntos:
“A coisa que eu mais gosto de fazer é jogar à bola com os amigos. A bola é de todos, partilhamos com os amigos. Ficamos contentes de estar juntos.”
O sentimento mais referenciado/partilhado foi sentir-se feliz e sentir-se bem:
“Estamos a partilhar tudo na casinha. Sinto-me bem!”
“Estamos a brincar nas construções. Pomos as peças dentro do carro, construímos jardins zoológicos, brincamos juntos. Gosto de brincar com todos. Sinto-me feliz!” Pedro
Em grande grupo, no tapete, fomos recordando e sistematizando as aprendizagens.
Vozes das crianças:
“Ouvimos e olhamos para quem está a falar. Tem que se ouvir sempre quem está a falar por que, assim vamos perceber o que a professora está a mostrar e não é preciso estar a perguntar outra vez.” “Devemos ter os olhos bem abertos para ver o que é que a professora está a mostrar.” “Temos que estar com muita atenção para ouvirmos muito bem. Os cabelos devem estar atrás das orelhas para ouvirmos muito bem.” “As mãos devem estar no colo.” “Sossegadinhas.” “Quando um amigo está a falar devemos estar caladinhos.” “Quando o amigo está a falar olhamos para o amigo.” “Devemos emprestar a bola por que, se não emprestamos, os amigos ficam tristes.” “Partilhar as coisas é importante!”


Sentir o Mundo


Já tive medo, já me senti triste, muito zangado, estou feliz, já consolei alguém… Já conheço muitos sentimentos! Agora já sou capaz de fazer uma ideia de como os outros se sentem. À medida que crescemos, começamos a descobrir um novo mundo de sensações. Todos nós somos diferentes e é por isso que todos sentimos as coisas de maneira diferente. Todos os sentimentos que temos estão a ajudar-nos a conhecer o mundo que nos rodeia e é essa a forma que temos de aprender!
Desenharmo-nos ajudou a conhecermo-nos melhor e a perceber o que sentimos. Saber o que sentimos ajuda-nos a crescer!



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